Colégio Estadual AMAPÁ /RJ
Nós formamos uma equipe empreendedora, voltada para o desenvolvimento das aprendizagens apesar de tudo.
domingo, 27 de novembro de 2011
PAPO DE RESPONSA nos CEs Amapa e Luis de Camões: projeto
Tema:
PAPO DE RESPONSA: para onde vamos?
Apresentação:
A violência urbana atinge a escola. Essa é uma certeza. Problemas ‘de polícia’ não respeitam mais os muros da escola. Os alunos são sujeitos sociais e participam de forma passiva ou ativa dos acontecimentos bons e maus da sociedade. Logo, dentro da escola, veladamente também estão contidas situações estranhas. Por isso, não se pode vendar os olhos para quaisquer situações dentro da escola.
Dentro do currículo ou dos diferentes conteúdos, é preciso inserir discussões sobre assuntos gerais e que interferem na construção das relações e das próprias aprendizagens. Assuntos como violência, drogas, sexo, relação familiar, meio ambiente, música, alimentação, profissão, preconceito (diversidade), atitude com o outro, sucesso etc. tem que participar dos ‘papos’ e atividades propostas pelos docentes.
Pensando nisso, e diante das novas propostas apresentadas pelo GIDE, as equipes pedagógicas dos CEAmapá e CE Luis de Camões, convidaram o projeto Papo de Responsa para um ‘papo reto’ com os alunos sobre o mundo real dentro de uma proposta de transformação de mentalidades e de comportamentos.
Justificativa:
O projeto Papo de Responsa é uma parceria com o Estado do Rio de Janeiro e o grupo Afroreggae. Uma de suas propostas metodológicas é conversar com professores ou alunos ou pais de alunos sobre a necessidade de uma mudança de olhar e de comportamento na sociedade. Um policial civil e um ex-detento ressocializado palestram juntos e apresentam suas experiências de mundo. Suas escolhas de vida, boas ou más, são o carro-chefe deste ‘papo’. É uma proposta de compartilhamento de angústias, preocupações, possibilidades e filosofias a partir de decisões certas ou erradas na vida. Objetivamente oferecem um ‘choque’ na ordem de pensamentos dos sujeitos e propõem mudanças nos comportamentos.
São dois ‘papos’ diretos e objetivos sobre fatos, pessoas e decisões que os alunos conhecem e reconhecem perfeitamente. Mais do que simples participantes, os alunos são incentivados a se pensar como responsáveis por seus pensamentos, decisões e atitudes, já que sabem ou devem saber dos riscos e conseqüências de maus e bons ‘passos’. É uma difusão de exemplos que deram certo e/ou errado para análise e decisão autônoma. Não há imposições. Por isso é um ‘papo’. É fazer pensar mesmo e gerar multiplicadores da mudança.
Etapas do projeto:
Num primeiro momento, houve uma reunião com as equipes pedagógicas dos CE Amapa e CE Luis de Camões. Tanto para a apresentação da metodologia do Papo de Responsa, quanto para saber das idéias e necessidades das escolas. Compareceram à reunião, as gestoras e alguns docentes de ambas as escolas. Nesta reunião, o Papo de Responsa solicitou uma reunião inicial com os professores da CE Amapá e da CE Luis de Camões. Como as escolas são bem próximas, foi decidido que os professores de ambos os colégios assistiram juntos à reunião, decisão muito gratificante, principalmente para que os professores também se aproximassem em torno de uma idéia de aprendizagem da vida diferente.
Num segundo momento (mês de outubro), o projeto Papo de Responsa fez palestra com os professores da CE Amapá e CE Luis de Camões como uma forma de conscientização de suas idéias, sua proposta, suas necessidades e suas intenções. Importante também a cooperação dos professores em desenvolver maior proximidade, afetividade e dinâmicas didáticas diferenciadas aos alunos. Ficou claro que um processo de mudança não ocorre sem a mediação desafiante e diferente dos docentes em suas práticas de ensino também. Fora família, religião e estado em geral (cultura, saúde e trabalho), a escola também tem responsabilidade quanto a mudança de visão de mundo proposta e incentivada.
Nesta reunião ficaram marcadas novas palestras junto com os alunos. No dia 16/11, com os alunos da CE Amapa. E no dia 17/11, no CE Luis de Camões. Diante de uma logística um pouco complexa, cada grupo de alunos assistira as palestras em seus respectivos colégios.
Num terceiro e último momento (dias 16/11 e 17/11), houve a palestra com os alunos das turmas 1001, 1002, 1003 e 1004. Nesta, em diferentes momentos, os alunos foram incomodados em suas certezas e em seus comportamentos ‘fora escola’. Primeiro um policial civil com uniforme completo apresentou situações em que as decisões obtiveram conseqüências desastrosas; situações em que uma decisão diferente solucionou problemas; e situações em que foi preciso agir por si só. Depois, um ex-detento ressocializado conta sua experiência à margem da sociedade, suas perdas, seus erros, sua passagem pelo cárcere e de como conseguiu superar e ser ajudado. Neste momento também contou-se com a presença dos professores da escola, além do Coordenador do projeto Papo de Responsa, o policial civil Roberto Chaves.
Objetivos:
Todo projeto pedagógico tem o propósito básico de gerar boas situações de aprendizagem sem compartimentalização do conhecimento. Mas é um exercício de esforço claro da equipe pedagógica e de esforço subjetivo dos alunos de aproveitar o momento para ganhar mais autonomia diante da sua vida e do seu aprendizado. Neste sentido, e sem uma ordem engessante, os objetivos do projeto foram:
• vivenciar situações em que é necessário tomar decisões e suas conseqüências;
• compreender um processo de transformação real como algo possível;
• estimular a análise mais consistente da realidade;
• fazer acreditar que os sonhos são possíveis quando as decisões são bem avaliadas;
• oportunizar uma interação diferenciada com a realidade;
• identificar autonomamente pontos que precisam ser revistos em seus comportamentos mesmo fora da escola através dos exemplos vivenciados;
• promover um diálogo interior com suas próprias certezas;
• cultivar uma nova mentalidade dentro de uma realidade violenta e agressiva.
Público-alvo:
Professores e alunos do 1º ano do Ensino Médio Noturno
Avaliação:
Neste tipo de atividade não cabem avaliações tradicionalizadas como a produção textual com impressões discentes sobre o evento. Portanto, na semana seguinte, os docentes das referidas turmas observaram até que ponto a promoção desse momento diferente ficou incrustado nas mentes e nos ‘papos’ dos alunos. Sendo assim, algumas falas puderem ser capturadas. Dentre os mais indicados:
• comentei com meu pai sobre o que o Zico (ex-detento) falou e ele disse: ‘viu o que te falou sempre?... olha ai o que acontece?... se mistura com quem não deve!”;
• será que eles dão emprego mesmo? Não seria fachada?
• ele teve força de vontade tb... se ele não quisesse não ia adiantar nada...
• anotei o endereço, eu tenho problemas na família;
• cadeia não é mole não...
• como será que ele lida com o preconceito? Afinal ele ainda é reconhecido...
• bom seria se as outras turmas também ouvissem... aqui ta precisando mesmo...
• será que ele tinha muita mulher mesmo?
• eu sei lá... meus amigos conhecem o Afroreggae...
• podia ter mais dias assim na escola...
Conclusão:
O projeto se ajusta à idéia de que a escola não está alheia aos acontecimentos da sociedade e da comunidade, e principalmente de que não está alheia às expectativas dos alunos quando estes parecem estar envolvidos em dilemas ou situações alheios à sua vontade ou que não saibam direito como resolver.
A escola, neste projeto, se apresenta como mãos que se estendem para dar segurança e mostrar outras possibilidades de solucionar diferentes problemas. E nada disso pode ser gerado sem incômodos, desequilíbrio ou estranhezas, afinal todos estão envolvidos num mar de informações que, se distraídos, podem nos levar a cometer erros com conseqüências enormes.
Sendo assim, aproveitando algumas das ‘falas’ do coordenador do projeto ‘papo de Responsa’ Roberto Chaves, no site www.papoderesponsa.com.br, ‘precisamos cultivar mentalidades que acreditem em suas capacidades de sonhar de olhos abertos, com responsabilidade, pertencimento, comprometimento, escolhas coerentes e muito respeito às verdades dos outros.
O projeto fez os insumos, provocou, estimulou, trouxe outros caminhos, tornou-os multiplicadores de possibilidades. Agora, a decisão é deles!
Atenciosamente,
Equipe Pedagógica
MOTIVADOR - Discurso Steve Jobs
Vídeo mostrado às turmas 1001, 1002 e 1003 (junho 2011)
Produção textual sobre SONHOS
Produção textual sobre SONHOS
Professora do Estado participa de livro da FAETEC
No dia 02/09/11, houve o lançamento do livro "INCLUSÃO Em Educação na FAETEC", no ISERJ (Instituto Superior de Educação), dentro do Teatro Fernando Azevedo. Neste dia, ocorreram também mesas redondas sobre o mesmo assunto.
O livro teve o apoio da Secretaria de Ciencia e Tecnologia, FAETEC e FAPERJ, e foi organizado pro professores da FAETEC. Um dos seus artigos, intitulado "IST-Rio: processo de inclusão docente apoiado por um ambiente virtual de aprendizagem", foi escrito pela Profa Ms Claudia Nunes (CE Amapá e CE Luis de Camões) em parceria com o Prof. Ms Ricardo Marciano.
Fotos:
O livro teve o apoio da Secretaria de Ciencia e Tecnologia, FAETEC e FAPERJ, e foi organizado pro professores da FAETEC. Um dos seus artigos, intitulado "IST-Rio: processo de inclusão docente apoiado por um ambiente virtual de aprendizagem", foi escrito pela Profa Ms Claudia Nunes (CE Amapá e CE Luis de Camões) em parceria com o Prof. Ms Ricardo Marciano.
Fotos:
BIENAL INTERNACIONAL DO LIVRO /RJ- RIOCENTRO
A Bienal do Livro Rio é um dos maiores eventos literários do país, um grande encontro que tem o livro como astro principal. Para os leitores, foi a oportunidade de se aproximarem de seus autores favoritos, além de conhecerem muitos outros. Durante onze dias, o Riocentro sediou a festa da cultura, da literatura e da educação. Nos espaços dedicados às atrações, o público pôde participar de debates e bate-papos com personalidades culturais e de atividades recreativas que promovem a leitura. Atraente e diversificada, a Bienal do Livro Rio é diversão para toda a família!
O CE Amapá visando promover novas formas de interação entre seus alunos e os livros, esteve na Bienal. O colégio entende que, diante da oportunidade de participar do evento, a leitura poderia fazer parte do cotidiano dos alunos em múltiplos sentidos.
Professores acompanhantes
Profa. Yolanda (port/lit)
Profa. Claudia Nunes (port/lit)
Prof. Edilson (Ingles)
BOAS VINDAS 2011
O Conhecimento não é somente assimilar passivamente um saber, um conteúdo, um objeto. Admitimos a ideia de que devemos partir de algo, mas para que haja conhecimento esse algo deve ser transformado, repensado, ter que adquirir novo significado e ser re-elaborado. Podemos fazer isso em conjunto, com outros indivíduos, mas cada um, individualmente, precisa contribuir com sua parcela de intelectualidade e de ação.
Juntos queremos, nesse novo ano letivo fortalecermos nosso espírito para que os objetivos almejados em nossos projetos sejam alcançados com sucesso. E nesta caminhada precisaremos de perseverança, senso de compromisso, dedicação, entrosamento e responsabilidade.
É com esse espírito e amor pela educação, que damos as boas vindas e um bom retorno a todos: alunos, pais, professores e demais funcionários para que com vibração e alegria iniciemos nossas atividades.
Esperamos que todos nós possamos nos apropriar dos saberes que nos serão colocados nesta ano. Esperamos também que cada um siga os seus próprios passos, que trilhe novos caminhos, que ouse, que transforme.
Damos as boas vindas e desejamos um ano letivo de comprometimento e ressignificação de valores sociais e educacionais aos alunos e seus pais, a professores e funcionários desta grande família chamada...
Atenciosamente, Equipe Pedagógica do CE Amapá
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